Chega de promessas que jamais vão se cumprir. Chega de não fazer força para esquecer. Chega de lembrar do que faz doer. Chega de se culpar. Chega de acumular sofrimentos. Chega de não conseguir se perdoar. Chega de procurar sarna para se coçar. Chega de gostar de quem não dá a mínima para você. Chega de se esconder da vida. Chega de falsas amizades. Chega de gente efusiva. Chega de quem pensa que você é obrigado a ouvir. Chega de se boicotoar. Chega de não pegar a força de vontade pela mão. Chega de deixar a vida passar por você. Chega. É tempo de mudanças internas e externas. A hora de faxinar seu coração é agora. Jogar toda aquela tralha fora, tirar o pó que dia a dia vai crescendo, arrumar a casa aí dentro, organizar a sua vida emocional. Pode parecer clichê e uma bobagem sem tamanho, mas é só quando você se organiza por dentro que as coisas começam a andar de vez. Sua vida anda empacada feito mula? Mude. Troque os móveis de lugar, arrume as gavetas, dê um up no visual, faça um caminho novo, troque a música do seu celular. Dê um basta em gente mesquinha, fofoqueira, que não tem nada de bom pra dizer e infeliz. Se livre dos problemas, pois o que está na nossa mão a gente pode mudar, mas precisamos ter consciência de que nem tudo está ao nosso alcance. Estabeleça metas que você pode alcançar, pois se a gente fica querendo o impossível a frustração cedo ou tarde bate na porta. Decida o que você não quer mais na sua vida. Esse é um bom jeito de abrir espaço para tudo aquilo que você sonha. Ou tudo que você nem sabe que deseja.
(Source: annabellaparker, via soul-poisoned)
[…] Antes, eu fingia ser forte. Hoje, eu realmente sou.
E são os momentos mais simples que marcam nossa vida inteira.
É complicado. Estou feliz porque aconteceu. Me custou uns fios de cabelo em algumas horas em que ele me enlouquecia, me custou umas lágrimas quando eu pensei que fosse perder ele, mas foi bobeira. A gente perde muito tempo com esses pensamentos ruins de que vamos nos dar mal se nos entregarmos, e acabamos não aproveitando grandes momentos. Aprendi que se entregar no final das contas é bom, e se apaixonar é a mesma coisa que se arriscar. Pode dar certo, ou não. E a vida dá voltas, sendo elas boas ou ruins. Confesso que ter ele era um desafio pra mim. Eu acordava sem a certeza de ter ele, e isso me fazia ter que ”fazer ele meu” todos os dias. E isso por mais que fosse muito desesperador (porque eu podia ou não conseguir), me fazia bem… Me fazia apaixonada, ter algo pra lutar é uma das melhores coisas. Eu nunca disse ”te amo” tantas vezes pra uma pessoa. Era algo que eu sempre achava falso. Te amo não é bom dia.
E ele tinha essa mania horrível de dizer eu te amo toda vez que dizia tchau. E eu acabei fazendo isso também, e no final das contas, eu fazia por mim… Afinal, como saber se existiria outro te amo no dia seguinte? Como saber se existiria um outro ”dia seguinte” com ele? Então, se ele resolvesse ir embora.. Que levasse meu te amo junto. Eu sempre falava sobre anjos com ele… Não anjos do céu, e sim anjos que apareceram na minha vida por algum propósito, me fizeram bem, e depois sumiram. Eu me lembro contando isso pra ele. E eu disse que anjos assim não se encontram todo dia… E no final das contas, sem saber, ele era um desses.
Na verdade, ele foi desde o inicio. E eu não consigo me arrepender de absolutamente nada ao lado dele. Agora as coisas vão tomar seu rumo e eu sei que não vai doer quando eu o ver de novo. Pelo contrário. Vou ficar feliz. Quero a felicidade dele como a de ninguém, e se for com outra pessoa, que seja! Qualquer uma. Qualquer uma que realmente o faça feliz e queira o bem dele, como eu quis, como eu fiz. Que seja doce…
Sou capaz de enfrentar o mundo pra ver um sorriso estampado em seu rosto!
Passei o dia todo repetindo que não o encontraria até o momento em que ele me mandou uma sms: “Te pego às oito?”, o que responder? Um conflito entre razão e emoção ameaçando estragar o teatro que idealizei o dia todo. “Quando ele aparecer não vou respondê-lo, vou sumir. Ele não merece atenção”. E esse “te pego às oito”surpresa me fez querer gritar que ele poderia vir, se quisesse poderia me levar junto com ele pra longe dessa cidade também, pra longe dos meus medos e da vida parada dessa cidade pequena. Normalmente nem responderia e caso respondesse, diria algo do tipo “Ah, não posso”..
Mas ah, eu estou no meu dia do pé esquerdo, por que não iria? Respondi: “Tudo bem”. Nada estava bem, mas a importância que eu dou para isso estava em um lugar desconhecido e quase nunca frequentado por mim. Ir ou não ir? E claro que eu fui. Fui e me arrependi. Não por ter ido, por não ter continuado. Esqueci como ele era lindo, esqueci o charme e o quanto queria continuar. A vontade de esquecer aquele cabelo arrepiado e o sorriso encantador o tornaram horrivelmente assustador em minha mente. Não posso negar, senti falta dele nesses últimos tempos.Lembrei de tudo que eu fiz um grande esforço para esquecer. E em uma noite eu disse sim por todas as vezes que eu disse não. Odeio o fato dele ser forte, educado, gentil, bem humorado e abrir a porta do carro.
Odeio ter que odiar cada milímetro que compõe aquela obra de arte tão bem desenhada por Deus. Odeio falar sobre minhas neuroses e ele responder tudo com um sorriso. Como descrevê-lo? Você o reconheceria se o visse. É aquele cara que te faz querer ser dele, sem nem desconfiar que você já é. Aquele que você não quer ter por perto por medo de perder e se perder. Aquele que te faz sentir calafrios com um só olhar. Ele é o cara errado totalmente certo para a ocasião. Estávamos juntos e as flores de plástico na sala respiravam por mim enquanto ele me olhava e consequentemente me tirava o ar. Todos os quadros pendurados ali não eram bons o suficiente para ofuscar tamanha beleza.
Saber adorar essas qualidades sem o amar, sem ter nenhuma necessidade e todo aquele sentimentalismo bobo é absurdamente assustador e ao mesmo tempo terrivelmente tentador. Aquele lance que você sabe que, bem no fundo, é mais carnal que qualquer outra coisa. E é bom ter uma pessoa por perto que não romantize tudo, que não queira te ter para sempre e te deixe sempre pela metade no final de tudo. Incompleta, vazia. É bom aproveitar um sorriso em uma noite e deixá-lo em uma estante no fundo da memória para não correr o risco de se apegar demais a ele. Deixá-lo livre e ser de outra pessoa para não perder noites de sono com um ciúme absurdo. Deixá-lo, somente.
Me deixar congelar com cada ato e continuar vulgarizando esse projeto de sentimento para não sofrer mais tarde. Seguir adiante e deixar a gente voltar ao início sempre que possível, se encontrando e desapegando a cada reencontro. Uma liberdade que nos prende e um medo de sentir que nos separa. Uma história completamente vazia e estupidamente completa.
Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos, saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim, do companheirismo vividas, sempre pensei que as amizades continuassem para sempre… Hoje nãotenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe nos e-mails trocados, podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar… meses… anos… até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo, um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente, quando o nosso grupo estiver incompleto nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos…
Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama, e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Doí, ai, eu sei como dói. Mas passa.Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não ta vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mais não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito e deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz.Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.